Iraque, uma trapalhada tremenda
Tenho andado para aqui a pensar com os meus botões… os camelos do governo americano só têm feito merda (e da grossa) no Iraque. Já repararam que os tipos estão a bater nos amigos de sempre e julgam que controlam os inimigos de sempre? Os sunitas e o Partido Baas de Saddam Hussein são pró-ocidentais, ou eram até agora, até à invasão americana. Os shiitas são pró-Irão, muçulmanos radicais e, aposto o que quiserem, não tarda nada estão a dar um chuto nos yankees.
Para os shiitas e os ayatollahs do Irão, os EUA estão-lhes a pagar uma dívida antiga, do tempo da primeira guerra do Golfo, quando o outro Bush libertou o Koweit e fingiu que ia castigar Saddam. Na altura, os americanos apelaram a uma insurreição geral contra Saddam e os shiitas pensaram que era a sério. Revoltaram-se. Os americanos pararam a ofensiva e retiraram calmamente, deixando os shiitas a levar nas trombas. Saddam vingou-se bem, na época, houve milhares de mortos shiitas na repressão do exército iraquiano. Pois, então agora, os americanos estão a cumprir essa velha promessa… mas a coisa está feita, os shiitas já não precisam mais deles, o exército shiita tem já mais de 100 mil efectivos e está pronto para tomar conta da situação. Isto é, pronto para se aguentar numa guerra civil em que os shiitas esperam esmagar impiedosamente os sunitas.
Gostava de perceber para onde aponta a estratégia politico-militar dos EUA… é que não entendo. Em vez de espalharem a democracia, ajudaram a expandir a ideologia radical do Irão que de democracia tem o acto eleitoral. O que é curto, como sabemos. Se isto tudo foi só para deitar as mãos ao petróleo… acho que foi como deitar gasolina numa fogueira.
Para os shiitas e os ayatollahs do Irão, os EUA estão-lhes a pagar uma dívida antiga, do tempo da primeira guerra do Golfo, quando o outro Bush libertou o Koweit e fingiu que ia castigar Saddam. Na altura, os americanos apelaram a uma insurreição geral contra Saddam e os shiitas pensaram que era a sério. Revoltaram-se. Os americanos pararam a ofensiva e retiraram calmamente, deixando os shiitas a levar nas trombas. Saddam vingou-se bem, na época, houve milhares de mortos shiitas na repressão do exército iraquiano. Pois, então agora, os americanos estão a cumprir essa velha promessa… mas a coisa está feita, os shiitas já não precisam mais deles, o exército shiita tem já mais de 100 mil efectivos e está pronto para tomar conta da situação. Isto é, pronto para se aguentar numa guerra civil em que os shiitas esperam esmagar impiedosamente os sunitas.
Gostava de perceber para onde aponta a estratégia politico-militar dos EUA… é que não entendo. Em vez de espalharem a democracia, ajudaram a expandir a ideologia radical do Irão que de democracia tem o acto eleitoral. O que é curto, como sabemos. Se isto tudo foi só para deitar as mãos ao petróleo… acho que foi como deitar gasolina numa fogueira.

2 Comments:
A análise pressupõe que "os gajos" são minimamente inteligentes, ou civilizados, o que não é verdade... Até porque não precisam: são donos do Mundo e fazem o que querem, porque existe sempre quem "lhes apare os golpes" e arque com as consequências... por isso podem ser, e são, loucos!Quero eu dizer que "a culpa" não é deles.- Não se pode esperar que um qualquer predador deixe de o ser, apenas porque a "sua actividade" é criminosa... Ele nunca o perceberá, nem recuará, quaisquer que sejam as consequências... a menos que seja travado ou impedido, "demovido"!
Isto conduz-nos às responsabilidades dos restantes governantes do Mundo que, ao consentirem todas estas infâmias, não apenas demonstram serem iguais, mas tembém que desprezam a democracia e a vontade dos seus respectivos povos. Também estes têm invertidas as regras da governação: governam não para resolverem os problemas dos seus povos e os representarem, mas antes são representantes destes facínoras, cujas infâmias e caprichos impõem aos seus povos... É tudo uma questão de democracia, que é como quem diz (no meu dizer) de alteração do actual sistema eleitoral vigarista e de implementação da valoração da abstenção. Enquanto assim não for andaremos, nós, a maioria, a dissertar (sem que ninguém ouça) sobre sensatez, mas sujeitos a condicionantes insanas e péfidas, que nos são impostas, abusivamente, criminosamente (é que nós somos , de facto, a MAIORIA)...
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