A edição
on line do jornal paquistanês
Dawn traz um artigo bastante interessante sobre a deriva russa, que se afasta cada vez mais dos EUA e da Europa.
Segundo li, a Rússia anda a vender armas que podem reequilibrar o
status quo no Médio Oriente. É o caso dos mísseis
Iskander-E vendidos à Síria e ao Irão. O
Iskander-E é uma versão bastante melhorada do
SCUD, um míssil terra-ar polivalente, que tanto pode ser usado contra aeronaves como para atingir alvos em terra. Este novo míssil está equipado com
software capaz de enganar os
Patriot de fabrico soviético. Entre estes mísseis russos e americanos houve já dois duelos, nas duas guerras do Golfo. Um terceiro confronto pode estar eminente.
Este tipo de armamento é de venda livre, já que nunca foi assinado qualquer acordo entre as potências mundiais que limite o seu comércio ou proliferação.

Diz-se no artigo que estou a citar que o míssil subaquático iraniano, experimentado no mês passado, é também uma nova arma com tecnologia russa, o míssil
Shkval.E fala-se ainda da venda ao Irão de um lote de algumas dezenas de mísseis
Tor-M1, um míssil defensivo terra-ar.
Além da venda de armas, a Rússia já demonstrou que não quer saber de quem o Ocidente não gosta. Os russos receberam em Moscovo o
Hamas, o que deixou os israelitas à beira de um ataque de nervos.
Os EUA enviaram uma mensagem a Moscovo, dizendo que esta altura não era propícia para negociar armas com o Irão, mas a ideia não parece ter sido bem recebida por Putin, um homem pouco habituado a obedecer seja a quem for.